Uma tenda usada para tratar pacientes com Ebola foi incendiada na noite de sexta-feira (22) em Mongbwalu, leste da República Democrática do Congo. O ataque, atribuído a homens não identificados, causou a fuga de 18 pessoas com suspeita de infecção, segundo o diretor do Hospital Geral de Referência local.
O incêndio ocorreu na estrutura montada pela organização Médicos Sem Fronteiras, que atende casos suspeitos e confirmados da variante Bundibugyo, uma forma rara do vírus para a qual não há vacina aprovada. O episódio é o segundo em menos de uma semana na região, após outro centro de tratamento ser incendiado em Rwampara.
Autoridades da província de Ituri proibiram velórios e reuniões com mais de 50 pessoas para conter o avanço do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de risco do surto de “alto” para “muito alto”, embora considere baixo o risco de disseminação global.
Até o momento, foram confirmados 82 casos e sete mortes, mas o número real pode ser maior devido à circulação não identificada da variante Bundibugyo. Três voluntários da Cruz Vermelha morreram após contrair o vírus durante operações de remoção de corpos em março.


