As taxas do Tesouro Direto operam em queda nesta quarta-feira (27), com o Tesouro IPCA+ 2050 recuando de 7,07% para 7,00% ao ano. O movimento ocorre apesar da divulgação do IPCA-15 de maio, que subiu 0,62%, acima da mediana de 0,53%. O otimismo com um possível cessar-fogo no Oriente Médio se sobrepõe ao dado inflacionário, segundo a imprensa.
As taxas do Tesouro Direto operam em queda na manhã desta quarta-feira (27), lideradas pelos títulos de inflação de longo prazo. O Tesouro IPCA+ 2050 caiu de 7,07% para 7,00% ao ano, voltando a operar abaixo de 7%. O movimento ocorre apesar do IPCA-15 de maio ter subido 0,62%, acima da mediana do mercado de 0,53%, segundo agências internacionais. Em 12 meses, o índice avançou a 4,55%, também acima do esperado.
Nos demais títulos, o recuo foi disseminado. O IPCA+ 2060 com juros semestrais passou de 7,27% para 7,21%; o IPCA+ 2045 caiu de 7,37% para 7,32%; e o IPCA+ 2040 recuou de 7,35% para 7,29%. Nos prefixados, a variação foi mais contida. O Tesouro Prefixado 2029 ficou em 13,80%, praticamente estável, enquanto o Prefixado 2032 caiu de 14,03% para 14,02%.
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, afirmou que o resultado do IPCA-15 não altera a trajetória da política monetária no curto prazo. “Não muda a leitura para política monetária por ora, mas deve trazer um IPCA de curto prazo mais pressionado. Seguimos com 4,9% de IPCA e 13,25% de Selic para 2026”, disse. Apesar da surpresa inflacionária, o mercado opera com alívio geopolítico. O Ibovespa futuro subiu com o otimismo sobre uma possível trégua entre EUA e Irã, e o dólar recuou, comprimindo os prêmios nos vencimentos mais longos. O cenário, no entanto, segue volátil: na véspera, o Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo.


