O tráfego de embarcações no Canal do Panamá aumentou 11% após o conflito entre Estados Unidos e Irã, gerando risco de superlotação e alta nos preços do frete.
O Canal do Panamá, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e atende 170 países, registrou aumento médio de 11% no tráfego de navios desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo especialistas. O economista Igor Lucena explicou que a crise evidenciou a importância dos pontos vitais do transporte marítimo, como o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado por ações dos dois países.
Com o bloqueio, navios buscam rotas alternativas, tornando o Canal do Panamá fundamental para o comércio global. Um navio que transportava gás natural chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar o canal, refletindo a alta nos preços do frete. Lucena afirmou que a superlotação do canal deve ocorrer nos próximos dias e que a situação no Estreito de Ormuz não deve se normalizar antes de 2027.
Apesar de ser uma alternativa, o Canal do Panamá não substitui totalmente o Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Países como Rússia, Japão, China e Coreia do Sul, que dependem do estreito para 30% de sua energia, buscam outras opções diante da crise.


