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Leitura: Tráfego no Canal do Panamá cresce 11% após conflito no Estreito de Ormuz
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Economia

Tráfego no Canal do Panamá cresce 11% após conflito no Estreito de Ormuz

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de maio de 2026 13:46
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O tráfego de embarcações no Canal do Panamá aumentou 11% após o conflito entre Estados Unidos e Irã, gerando risco de superlotação e alta nos preços do frete.

O Canal do Panamá, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e atende 170 países, registrou aumento médio de 11% no tráfego de navios desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo especialistas. O economista Igor Lucena explicou que a crise evidenciou a importância dos pontos vitais do transporte marítimo, como o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado por ações dos dois países.

Com o bloqueio, navios buscam rotas alternativas, tornando o Canal do Panamá fundamental para o comércio global. Um navio que transportava gás natural chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar o canal, refletindo a alta nos preços do frete. Lucena afirmou que a superlotação do canal deve ocorrer nos próximos dias e que a situação no Estreito de Ormuz não deve se normalizar antes de 2027.

Apesar de ser uma alternativa, o Canal do Panamá não substitui totalmente o Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Países como Rússia, Japão, China e Coreia do Sul, que dependem do estreito para 30% de sua energia, buscam outras opções diante da crise.

TAGGED:Canal do PanamáComércio Internacionalconflito EUA-IrãenergiaEstreito de Ormuzfrete-marítimosuperlotaçãoTransporte Marítimo
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