O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (27) que o Estreito de Ormuz estará “aberto a todos” e que nenhum país controlará a rota marítima, classificando as águas como internacionais. Em reunião de gabinete, ele disse que os americanos vão monitorar o estreito e que liberarão os barcos na região no momento certo.
Trump minimizou os efeitos de uma possível reabertura do estreito no mercado de energia, destacando que os EUA “possuem muito petróleo” e que os preços da gasolina cairão como antes do conflito. A administração trabalha para reabrir as reservas de petróleo da Califórnia. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou a alta dos preços como “transitória”.
Sobre as negociações com o Irã, Trump disse não ter certeza se deve fechar um acordo sem entendimento sobre os Acordos de Abraão, mas que o rascunho prevê a abertura imediata do estreito. “Acho que estamos indo bem nas negociações. O acordo deve ser perfeito, temos algumas coisas ‘entendidas’ com os iranianos agora”, acrescentou. Trump afirmou que não discute flexibilização de sanções e que não está confortável com Rússia ou China confiscando o urânio iraniano.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse que nenhum petroleiro iraniano está seguro e que o Irã não consegue construir drones ou navios. Sobre a China, Trump disse que o país voltou a respeitar os EUA e que Washington faz “muitos negócios” com Pequim. Bessent enfatizou que a economia americana está resiliente mesmo após o início da guerra no Oriente Médio.


