O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que pretende ampliar os Acordos de Abraão para incluir o Irã, buscando uma reconfiguração diplomática no Oriente Médio. A proposta visa que todos os países envolvidos nas negociações nucleares assinem o pacto.
Trump defendeu que a Arábia Saudita, Catar, Turquia, Paquistão e demais países ligados às negociações assinem obrigatoriamente os Acordos de Abraão, que atualmente incluem Israel e alguns países árabes. A novidade foi a inclusão da possibilidade de o Irã integrar o acordo no futuro, o que o presidente chamou de motivo de “honra” para os envolvidos.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel não comentou a declaração, assim como os governos dos países citados. Trump reconheceu que “um ou dois” países podem ter razões para não aderir, mas acredita que a maioria apoiaria a iniciativa, que classificou como “muito mais histórica”.
Os Acordos de Abraão foram formalmente revelados em setembro de 2020 para normalizar relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com mediação dos EUA. Posteriormente, Israel e Sudão anunciaram intenção de estabelecer relações diplomáticas, mas o acordo ficou pendente devido a conflitos regionais.

