O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou 3.711 operações na bolsa, o maior volume já registrado por um presidente em exercício, segundo sua declaração financeira divulgada nesta sexta-feira (23). A maioria das transações envolve ações americanas e levanta suspeitas sobre o uso de estratégias automatizadas e possível informação privilegiada.
A Trump Organization afirmou que os ativos do presidente são geridos por instituições financeiras terceirizadas, que operam por meio de portfólios automatizados baseados em modelos e estratégias de indexação direta, sem participação direta de Trump ou seus familiares. O vice-presidente classificou como “absurda” a ideia de que o presidente opera da Casa Branca.
Críticos relacionam operações específicas a decisões e declarações do presidente, como a compra de US$ 1 milhão em ações da Nvidia antes da autorização para venda de chips à China. A senadora Elizabeth Warren afirmou que tais operações deveriam ser ilegais.
Mais de 2.000 operações ocorreram em março, período de alta volatilidade no mercado devido à guerra com o Irã. Especialistas identificaram padrões compatíveis com estratégias automatizadas e colheita de prejuízos fiscais, além de coincidências com rebalanceamentos de índices e divulgação de dados econômicos.
Apesar do volume impressionante, especialistas não encontraram evidências claras de que Trump superou o desempenho do mercado, mesmo após mudanças políticas ou declarações públicas.


