O presidente dos EUA, Donald Trump, visitou a China na noite de 13 de maio para se reunir com o presidente Xi Jinping, após adiamento causado pela guerra no Irã. O encontro ocorre em meio a tensões comerciais e geopolíticas que afetam a economia global e a posição do Brasil no mercado de minerais críticos.
O encontro entre Trump e Xi Jinping foi inicialmente marcado para o final de março, mas foi adiado devido à ofensiva americana no Irã, que prejudicou interesses chineses, principalmente pelo impacto no petróleo consumido por Pequim e no Estreito de Ormuz. A guerra também enfraqueceu a posição de Trump, que chegou a Pequim em situação considerada desmoralizada por analistas.
A disputa comercial entre EUA e China inclui a imposição de tarifas por Washington e a reação chinesa com restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores tecnológicos e militares dos EUA. Após essas medidas, Trump recuou na imposição de altas tarifas. A China também iniciou a aplicação da lei anti-sanções para proteger suas empresas contra medidas americanas.
O tema da venda de armas americanas para Taiwan deve ser discutido no encontro, com a China reafirmando sua oposição à independência da província. Especialistas avaliam que a visita indica uma necessidade dos EUA de aproximação com a China, que mantém posição confortável nas negociações.
Para o Brasil, a rivalidade entre as duas potências pode ser uma oportunidade, já que o país possui a segunda maior reserva mundial de minerais críticos, com cerca de 22%. Analistas recomendam que o Brasil adote uma postura soberana para aproveitar a disputa e extrair ganhos políticos e econômicos.


