A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) aprovou política que reserva ao menos 2% das vagas em todos os cursos de graduação para pessoas trans. A medida foi validada pelo Conselho Universitário no dia 5 de maio e valerá a partir do segundo semestre de 2026.
A política garante pelo menos uma vaga por curso, turno e local de oferta, contemplando travestis, transexuais, pessoas transgênero, não binárias e indivíduos com vivências de variabilidade de gênero. A UFAL afirmou que a iniciativa visa enfrentar desigualdades históricas no acesso ao ensino superior e promover equidade, igualdade e diversidade no ambiente acadêmico.
A implementação ocorrerá em duas etapas: no semestre 2026.2, o ingresso será por processo seletivo próprio com edital específico; a partir de 2027, as vagas integrarão o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A política prevê a criação de uma comissão para validar a autodeclaração dos candidatos, com participação de pessoas trans e especialistas, além de um grupo para acompanhar os resultados da medida.
O percentual de vagas será reavaliado a cada dez anos e poderá ser ajustado conforme mudanças na legislação federal. A UFAL declarou que a política pretende combater desigualdades, preconceitos, discriminações e violências motivadas pela identidade de gênero.


