A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu investigação contra estudantes do curso de Direito após circularem mensagens com teor misógino e referências à violência sexual contra mulheres da instituição.
As mensagens atribuídas a alunos do curso de Direito da UFMT continham um “ranking” ofensivo envolvendo estudantes mulheres, com termos que faziam alusão a estupro e violência sexual. O conteúdo provocou indignação entre alunos, professores e entidades ligadas aos direitos das mulheres.
A UFMT instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos envolvidos e repudiou manifestações de misoginia, violência de gênero e qualquer prática que viole a dignidade humana no ambiente acadêmico.
A subseção mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil classificou o episódio como incompatível com os princípios éticos da formação jurídica e defendeu a responsabilização exemplar dos autores das mensagens.
Após a abertura das investigações, a universidade determinou o afastamento preventivo de um dos estudantes apontados como participante do grupo, enquanto o processo segue em andamento. Estudantes organizaram manifestações no campus em defesa das vítimas e contra a cultura de violência de gênero nas universidades.

