Uganda confirmou três novos casos de ebola neste sábado (23), totalizando cinco infecções desde 15 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o risco de expansão da doença na África Central como muito elevado, especialmente no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde a epidemia se concentra.
Os novos casos incluem um motorista ugandense, uma profissional de saúde contaminada durante atendimento e uma mulher congolesa que chegou por via aérea. O Ministério da Saúde de Uganda informou que todos os contatos foram identificados e estão sob monitoramento para interromper a transmissão.
Como medida preventiva, Uganda suspendeu todos os transportes públicos com destino à RDC desde quinta-feira (21). Na RDC, há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas associadas ao ebola, segundo dados da OMS.
A cepa atual, Bundibugyo, não possui vacina específica nem tratamento aprovado, o que limita as opções de controle. O Consórcio de Pesquisa sobre Filovírus realizou uma reunião global de emergência com mais de 1.300 participantes para definir prioridades na criação de tratamentos, incluindo anticorpos monoclonais e antivirais como o remdesivir.
Especialistas alertam para desafios logísticos e econômicos na distribuição de vacinas e medicamentos, destacando a importância de planejamento para garantir acesso em larga escala nas regiões afetadas.


