Dezesseis fundos imobiliários apresentaram dividend yield superior ao CDI após o Copom reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, conforme levantamento realizado com dados da Economatica. Com o CDI recuando para cerca de 14,10% ao ano, os fundos precisam aumentar as distribuições para superar a renda fixa.
O estudo, que considerou fundos do Ifix, identificou que a maioria dos fundos na lista é de papel, categoria que se beneficia do patamar ainda elevado da Selic. Contudo, três fundos de tijolo, todos do segmento de shoppings, mostraram resiliência operacional, com baixa vacância e crescimento de vendas. Esse setor tende a ganhar fôlego com o início do ciclo de cortes de juros.
O fundo BTG Pactual Shoppings (BPML11) liderou o desempenho, registrando 28,47% de retorno total em 12 meses. O Manatí Capital Hedge Fund (MANA11) também se destacou, acumulando cerca de R$ 1,30 por cota em 2025, e atraiu quase 138% mais cotistas no período. O Mauá Capital Real Estate (MCRE11) apresentou retorno total de 22,57% no mesmo período.
Apesar dos resultados, a imprensa alerta que o dividend yield é apenas um indicador inicial. Para fundos de papel indexados ao CDI, o corte da Selic pode comprimir os rendimentos no longo prazo. A consistência das distribuições e a qualidade da carteira definem a renda efetiva para o investidor.

