Instituições culturais do Rio de Janeiro preservam partituras raras que contam a história da música brasileira. Entre os acervos, encontram-se o original manuscrito do Hino Nacional, o registro de ‘Pelo Telefone’ e obras de compositores como Pixinguinha e Tom Jobim.
Os documentos, que incluem pautas de cinco linhas com símbolos musicais, atraem pesquisadores nacionais e estrangeiros. Muitos materiais estão disponíveis para consulta presencial mediante agendamento, enquanto outros foram digitalizados e estão acessíveis em acervos online.
Entre as relíquias guardadas, destacam-se o manuscrito do Hino Nacional, composto por Francisco Manuel da Silva, na Escola de Música da UFRJ. A Biblioteca Nacional abriga o original de “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba registrado. O Instituto Antônio Carlos Jobim possui a partitura manuscrita de “Garota de Ipanema”, acompanhada de um desenho da personagem.
Especialistas explicam que a concentração de material no Rio decorre da chegada da Família Real portuguesa em 1808 e de movimentos migratórios. Esse período impulsionou a introdução do sistema musical europeu e o desenvolvimento de ritmos próprios, como o choro, que fundiu influências europeias e africanas.

