A Cleveland-Cliffs, maior produtora de aço laminado plano na América do Norte, apresenta-se como um ativo potencial para capitalizar o ciclo de tarifas sob a agenda comercial do presidente Trump. A empresa, cujas ações negociam abaixo de US$ 40, demonstrou melhora nos resultados do primeiro trimestre de 2026, apesar de riscos de endividamento.
A siderúrgica, que atua em setores como automotivo e inoxidável, registrou receitas de US$ 4,92 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 6,33% em relação ao ano anterior, superando a expectativa de mercado. O EBITDA ajustado saltou para US$ 95 milhões, em contraste com US$ -179 milhões no período anterior, segundo dados financeiros.
O CEO da companhia afirmou que a fiscalização comercial nos Estados Unidos está funcionando conforme o planejado, com importações de aço nos níveis mais baixos desde a crise financeira global. A empresa possui contratos de longo prazo com grandes montadoras e foi nomeada fornecedora do ano pela GM em 2025.
Apesar dos sinais positivos, a companhia enfrenta riscos. O endividamento total é de aproximadamente US$ 7,76 bilhões, enquanto o caixa é de US$ 45 milhões. O prejuízo líquido no ano fiscal de 2025 foi de US$ 1,478 bilhão. A análise sugere que o desempenho depende da manutenção das políticas tarifárias e da demanda automotiva.


