As ações da Braskem caíram quase 12% nesta quinta-feira (18), renovando a mínima do ano. A queda ocorre em meio a dificuldades na negociação com credores e a um processo judicial em Alagoas sobre um desastre socioambiental.
Analistas do UBS BB apontaram que a petroquímica enfrenta um desafio de liquidez de curto prazo, o que deve manter a volatilidade da ação, apesar de um cenário de spreads mais favorável. A Braskem e seu novo acionista controlador, o IG4 Capital, têm tido dificuldades para obter apoio de credores para avançar com a proposta de reestruturação extrajudicial.
Fontes indicaram que os credores resistem aos planos apresentados pela companhia, pois estes resultariam em tratamento desigual dentro da estrutura de capital. Além disso, houve preocupações sobre as garantias oferecidas e a ausência de opção de conversão de dívida em capital.
Em paralelo, a Justiça Federal em Alagoas tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus em processo que apura responsabilidades pelo desastre socioambiental em Maceió. A companhia havia descartado a recuperação judicial e buscava um acordo, segundo fontes.

