As ações preferenciais da Petrobras fecharam em R$ 38,80 na sexta-feira (19), registrando queda de 5,93% na semana. A desvalorização seguiu o tombo do petróleo Brent, que caiu 8% e ficou cotado a US$ 80, após um acordo entre Estados Unidos e Irã.
A correlação entre os papéis da petroleira e o movimento da commodity é natural, explicam analistas. O memorando de entendimento assinado entre Teerã e Washington delimitou a liberação completa do Estreito de Hormuz, passagem vital para o comércio global. A perspectiva de reabertura gerou euforia inicial nos mercados.
Contudo, o otimismo diminuiu com sinais de fragilidade no cessar-fogo. Ataques entre Israel e o grupo extremista Hezbollah persistem, e o Irã anunciou que pretende controlar a navegação no Estreito de Hormuz em 60 dias. Especialistas alertam que a volatilidade deve continuar alta.
Analistas de mercado indicam que, se houver divergência nos pontos do acordo, o risco geopolítico pode elevar os preços do petróleo. Apesar disso, grandes corretoras mantêm a recomendação de compra dos papéis da Petrobras, citando potencial de dividendos que podem superar 10% ao ano se os preços se mantiverem acima de US$ 65.

