Um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã suspendeu o bloqueio naval imposto aos portos iranianos e permitiu a exportação de petróleo antes da negociação final sobre o programa nuclear. A medida concede fôlego econômico ao país, que enfrenta colapso da moeda e alta inflação, mas adia as concessões mais difíceis.
O memorando estabelece que os EUA devem suspender imediatamente o bloqueio naval, enquanto Teerã deve permitir o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz por 60 dias. Especialistas apontam que o acordo favorece o Irã, pois os benefícios econômicos imediatos se acumulam desproporcionalmente para a República Islâmica, que tem sofrido com queda econômica nos últimos anos.
A notícia do pacto provocou queda nos preços do petróleo, com a gasolina nos EUA caindo para menos de US$ 4 por galão. Contudo, críticos alertam que a suspensão temporária de restrições bancárias para facilitar o comércio de petróleo quebraria a estrutura central das sanções financeiras dos EUA contra o regime.
O governo americano afirmou que o acordo provisório mantém a influência dos EUA, mas que a remoção total das sanções depende de uma transformação no comportamento do Irã, incluindo o fim do apoio a grupos militantes. Defensores da diplomacia elogiaram o pacto, dizendo que ele corrige uma política de coerção que fracassou.

