O Acre contabiliza mais de 1.625 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até o dia 13, segundo boletim da Secretaria de Saúde (Sesacre). O aumento de notificações, que é o maior registrado no período dos últimos três anos, levou o estado a decretar situação de emergência sanitária em 3 de junho.
Os dados epidemiológicos, referentes às semanas 1 e 23 de 2026, mostram que crianças e idosos continuam sendo os grupos mais atingidos. As crianças de 2 a 4 anos lideram as internações, com 343 casos, seguidas pelos idosos com 60 anos ou mais, que somam 305 internações. Rio Branco concentra a maior parte das ocorrências, registrando 669 casos, o que equivale a 41,17% do total estadual.
A mortalidade por SRAG também apresentou mudança no perfil etário. O número de óbitos em crianças menores de 2 anos subiu para nove entre as semanas epidemiológicas 1 e 23, um registro superior aos de 2024 e 2025. A Sesacre informou que crianças e adolescentes de até 19 anos concentram 52% das mortes, enquanto idosos representam 30%.
Em termos de atendimento, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior número de notificações por SRAG no estado, com 430 casos. A rede estadual possui 33 vagas para atendimento pediátrico, incluindo quatro em UTI pediátrica.

