Acusação e defesa empregaram recursos visuais e emocionais durante o julgamento que definiu o destino de um homem e uma mulher pela morte de uma criança. A disputa, que contou com sete jurados, utilizou vídeos, camisetas e um manequim anatômico para reforçar as teses apresentadas.
A estratégia visual foi notável nos debates finais. A assistência de acusação exibiu um vídeo de quase seis minutos, reunindo imagens de Henry Borel bebê, momentos de convivência e registros após seu falecimento. O material, apresentado pelo advogado Cristiano Medina, incluiu uma fotografia do menino sem vida sobre uma maca do Instituto Médico-Legal, o que causou reação emocional no pai, Leniel Borel, no plenário.
A defesa de Monique Medeiros focou em outra narrativa visual. Um vídeo exibido aos jurados destacou o carinho entre mãe e filho, mostrando brincadeiras e a leitura do livro infantil “Árvore de Sapato”. O advogado Hugo Novais também utilizou uma camiseta estampada com fotos de Monique e Henry, com a frase “Sou testemunha do amor entre mãe e filho”, mantendo a mensagem visível durante os debates.
Em contrapartida, a defesa de Jairinho utilizou elementos técnicos. O advogado Zanone Junior empregou um manequim anatômico infantil para traduzir aos jurados discussões complexas sobre lesões, ligando-as a tentativas de reanimação realizadas no Hospital Barra D’Or. Além disso, mensagens recuperadas de celulares foram usadas por ambas as partes para reconstruir cronologias dos fatos.


