A morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jumping em Limeira, São Paulo, expôs falhas na fiscalização da atividade. O acidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, onde a corda de segurança não estava conectada ao corpo da vítima, segundo um advogado.
O advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, avalia que houve falha grave dos responsáveis pela operação. Ele afirmou que, embora a estrutura seja federal, cabe ao município fiscalizar as empresas que exploram atividades de lazer e aventura na cidade.
Após o ocorrido, seis pessoas foram presas, incluindo os três homens que conduziam o rope jumping. A Polícia Civil informou que o grupo não possuía empresa formalizada. Rollo declarou que os responsáveis podem responder por homicídio com dolo eventual, pois o equipamento essencial para evitar a queda não foi conectado à consumidora.
Sobre os direitos da família, Rollo disse que cabe pedido de indenização aos organizadores. Contudo, ele ressaltou que a ausência de formalização da empresa pode dificultar o pagamento de reparação financeira, caso os responsáveis não possuam patrimônio suficiente.

