Um defensor do Bitcoin, Lawrence Lepard, projeta que a MicroStrategy (MSTR) alcance US$ 1.000 em poucos anos. O analista considera a empresa um proxy alavancado do Bitcoin, dado que a companhia capta recursos em dólar e os investe em criptoativos. A projeção surge em meio à queda recente do ativo e do Bitcoin.
Lepard afirmou que a MicroStrategy utiliza uma estrutura financeira que amplifica os movimentos do Bitcoin. A empresa toma empréstimos em dólar e emite ações e ações preferenciais, canalizando os recursos para a aquisição de Bitcoin. Essa dinâmica faz com que a MSTR historicamente supere o Bitcoin em altas e apresente quedas mais acentuadas em correções.
O especialista compara a estratégia de Michael Saylor, executivo da MSTR, a investidores da Alemanha de Weimar. Nessa analogia, o endividamento em moeda depreciada facilita o serviço da dívida enquanto o ativo adquirido, como o Bitcoin, se valoriza em termos reais. Lepard declarou que o sistema monetário atual apresenta falhas estruturais.
O modelo de financiamento inclui ações preferenciais ‘Stretch’, que pagam um dividendo de 11,5% para comprar mais Bitcoin. Lepard classificou isso como um ‘aposta de engenharia financeira corporativa inteligente’. Contudo, ele alertou que o resultado para a empresa é binário: ou o executivo se tornará um dos mais ricos do mundo, ou a companhia pode falir se o Bitcoin não se valorizar.

