Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foram acionados na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro na noite de sexta-feira, dia 19, após a tornozeleira eletrônica apresentar instabilidade no sinal de GPS. A ocorrência foi registrada pela corporação e comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em sexta-feira, dia 26.
A central de monitoramento da PMDF identificou o alerta de perda de sinal às 18h57. Os responsáveis pelo acompanhamento do dispositivo contataram o ex-presidente, que recebeu orientação para se deslocar a uma área externa da residência, visando melhorar a comunicação com os satélites. A falha persistiu, levando o envio de uma equipe presencial às 20h04 para verificação do equipamento.
Durante a inspeção, os agentes constataram que a estrutura física da tornozeleira estava preservada e os indicadores luminosos apresentavam funcionamento normal. O relatório encaminhado ao STF afirmou que o dispositivo estava intacto e que o monitorado atendeu à solicitação de deslocamento para melhor visada de satélites. Após os procedimentos, o sinal foi restabelecido e o equipamento voltou a operar normalmente, sem necessidade de substituição.
Este incidente ocorre meses após um caso anterior. Em novembro de 2025, o ex-presidente tentou interferir no equipamento com um ferro de solda, gerando um alerta de possível violação. Na ocasião, ele teve a prisão preventiva decretada, alegando ter usado o dispositivo por curiosidade.

