A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou a União Europeia (UE) por impor novas restrições à importação de carnes, mel e outros produtos de origem animal do Brasil. A entidade classificou a medida como discriminatória e exigiu uma resposta firme do governo federal e dos países do Mercosul.
A Faesp afirmou que as novas barreiras representam uma mudança unilateral nas condições negociadas entre a UE e o Mercosul, após 25 anos de negociações. Segundo a federação, as restrições não possuem fundamentação técnica suficiente e funcionam como proteção ao mercado europeu. A organização comparou a situação com a de países concorrentes, como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, que não enfrentam restrições equivalentes.
A entidade defendeu o sistema sanitário brasileiro, declarando que a sanidade animal do rebanho nacional é referência global e nunca registrou caso de vaca louca. Apesar de o mercado europeu não ser o principal destino das exportações brasileiras em volume, ele possui relevância estratégica pelo valor agregado dos produtos.
A Faesp cobrou uma atuação mais contundente da diplomacia brasileira, alertando que a decisão da UE ameaça quase US$ 2 bilhões em exportações brasileiras de carnes. A federação solicitou coordenação regional, citando Argentina e Uruguai, para que o Mercosul responda à afronta.


