A agroindústria brasileira registrou crescimento de 1,8% em abril de 2026, segundo o PIMAgro da FGV. O aumento foi puxado pelos segmentos de produtos alimentícios e bebidas (2,4%) e produtos não alimentícios (1,0%). O setor, no acumulado do ano, cresceu 0,7%, apesar dos desafios internacionais.
O desempenho positivo em abril foi impulsionado pelo aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar, fator que favoreceu o crescimento da demanda por etanol e a competitividade do biocombustível. Dentre os setores, apenas produtos alimentícios (3,2%) e biocombustíveis (51,3%) apresentaram alta isolada. Contudo, o setor de bebidas apresentou retração generalizada de 1,8%, com queda de 3,1% nas bebidas alcoólicas.
No acumulado do ano, a FGV avaliou que o principal entrave para o setor foi o conflito no Irã, que dificultou exportações e elevou custos de produção, especialmente combustíveis e fretes. A pesquisa alerta para três pontos de conflito que podem afetar o crescimento restante do ano.
Esses riscos incluem o esgotamento da cota chinesa de importação de carne bovina brasileira, a retirada do Brasil da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia a partir de setembro, e a nova rodada de tarifas dos Estados Unidos, que atingirá calçados e pescados.

