A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) encerra um semestre marcado por disputas de poder e crises políticas. O período turbulento, que envolveu escândalos e investigações, deve influenciar o segundo semestre, quando os deputados se concentrarão nas eleições de outubro.
A pauta do último dia antes do recesso inclui a análise de vetos do Poder Executivo a 26 leis e sete projetos de lei, além de 430 projetos de resolução de homenagens. O presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), informou que as prioridades do segundo semestre serão votar a Lei Orçamentária Anual (LOA) e dar continuidade à Comissão Especial de Gastos.
Este grupo, majoritariamente composto por deputados do PL, solicitou informações ao Judiciário, ao Tribunal de Contas do Estado, ao Ministério Público e à própria Alerj. A comissão tem prazo de 120 dias para apresentar resultados, período que coincide com a campanha eleitoral. Um aliado de Ruas, deputado Alan Lopes (PL), afirmou que o discurso de austeridade é essencial para a direita no estado.
A investigação da Polícia Federal revelou infiltração do Comando Vermelho (CV) em órgãos públicos e interesse em cooptar políticos. Políticos da oposição apontam que o foco da comissão é o governo atual, comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça. Um deputado pediu anonimato e disse que o presidente da Casa busca pacificar o ambiente, pois a Alerj não está em condições de conflitar com o governo, que possui grande aprovação popular.

