Especialista alerta sobre riscos de queimaduras em crianças durante férias e festas juninas. Dados mostram que junho e julho registram maior pico sazonal de internações por queimaduras.
Dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) mostram que os meses de junho e julho registram o maior pico sazonal de internações por queimaduras no país, principalmente por escaldaduras causadas por líquidos superaquecidos, como água, óleo e caldos.
Livrar crianças de riscos em cozinhas e áreas de fogueira é essencial. O pediatra e plantonista do Pronto-Atendimento Infantil do Ânima Centro Hospitalar, Lucas Sanches, orienta que os cabos das panelas devem ser voltados para dentro do fogão, as bocas traseiras devem ser usadas para aquecer líquidos e nunca se deve cozinhar com uma criança no colo.
Em caso de queimadura, Lucas Sanches recomenda afastar a criança da fonte de calor, remover roupas que não estejam aderidas à pele, resfriar a área atingida com água corrente em temperatura ambiente por 15 a 20 minutos e cobrir o local com um pano limpo e seco. Não se deve passar nenhuma substância caseira sobre a queimadura.
Situações que exigem avaliação médica imediata incluem lesões que atingem o rosto, mãos, pés, genitália ou grandes articulações, além de bolhas extensas, áreas escurecidas ou sinais de carbonização.

