A partir de julho de 2026, entra em vigor a alíquota máxima de 35% de imposto de importação sobre veículos elétricos e híbridos no Brasil. Embora o foco seja o preço de compra, especialistas alertam que a mudança pode elevar custos de manutenção, especialmente em regiões fora das grandes capitais.
O mercado automotivo brasileiro apresenta uma dualidade: enquanto a busca por veículos novos cresceu 16,09% no primeiro trimestre de 2026, a frota de usados com 13 anos ou mais representa 37,4% do total comercializado, conforme dados da Fenauto. O aumento do imposto incide sobre o carro importado, mas o especialista Caio Viguini afirma que os componentes de reposição também sofrerão ajustes de preço.
Para veículos elétricos, a demanda de serviço muda conforme o tempo de uso. Carros novos focam em proteção, como vitrificação e PPF. Após oito anos, a necessidade migra para diagnósticos de bateria, troca de pneus e atualizações de software. Viguini explica que o reajuste de peças ocorre por compensação de margem e custo logístico, afetando itens caros como módulos eletrônicos e baterias.
O maior desafio, contudo, reside no pós-venda fora das capitais. A demanda por manutenção dos elétricos que saem da garantia não está alinhada com a disponibilidade de peças e mão de obra especializada. O empresário declarou que muitas concessionárias regionais não estão preparadas para atender prontamente a essa demanda.


