O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o estado. A medida preventiva visa antecipar os riscos de agravamento da seca, queimadas e ondas de calor, decorrentes das projeções meteorológicas do fenômeno El Niño 2026/2027.
A decisão, formalizada pelo Decreto nº 54.274 e assinada pelo governador Roberto Cidade em 1º de junho, leva em conta alertas de órgãos nacionais e internacionais. O documento aponta para possível redução de chuvas, diminuição da disponibilidade hídrica e aumento das temperaturas na região Norte.
Além dos impactos ambientais, o decreto considera consequências sociais e econômicas da estiagem. Entre elas, estão dificuldades no abastecimento de água, prejuízos à produção rural e aumento dos riscos à saúde da população. O monitoramento é realizado com base em dados do Cemaden, Inpe e Inmet.
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais coordenará as ações. A Defesa Civil do Amazonas ficará responsável pelo monitoramento hidrológico e meteorológico, enquanto a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) intensificarão a fiscalização e mitigação dos incêndios.

