A China foi o destino de maior crescimento das exportações da América Latina e do Caribe nos primeiros três meses de 2026, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As vendas para o país asiático subiram 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior, embora os Estados Unidos permaneçam como o principal mercado da região.
O relatório do BID indicou que o domínio dos Estados Unidos é sustentado pelos laços comerciais com o México e a América Central, enquanto a China lidera o dinamismo em grande parte da América do Sul. As exportações latino-americanas para a China cresceram 25% nos primeiros três meses de 2026. As vendas para o restante da Ásia tiveram alta de 24%, e para a União Europeia, subiram 19%.
O BID afirmou que os Estados Unidos contribuíram mais para o aumento total das exportações regionais, enquanto a China e o restante da Ásia apresentaram maior dinamismo. Em termos de importações, a participação dos EUA atingiu um recorde de quase 22%, enquanto a da China recuou para 9,6%. No geral, as exportações da América Latina cresceram quase 16% nos primeiros três meses de 2026.
Apesar do crescimento geral, a Venezuela registrou queda de 8,7% em suas exportações totais no mesmo período. O BID comentou que a instabilidade nas políticas comerciais globais e a proliferação de conflitos geopolíticos geram incerteza para a região, apresentando riscos e oportunidades.

