A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, ficando abaixo de 5% pela primeira vez, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Educação, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever um bilhete simples.
O índice registrou queda significativa em nove anos, saindo de 10,6% em 2016 para 4,9% em 2025. Contudo, o país não atingiu a meta de erradicação estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) até 2024. A maior parcela de pessoas analfabetas, 58% do total, possui 60 anos ou mais.
A análise do IBGE mostra que, ao excluir o grupo etário acima de 60 anos, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 59 anos cai para 2,6%. Essa diferença aponta para a necessidade de políticas de alfabetização voltadas a adultos e idosos, ao mesmo tempo que indica maior acesso à escolarização nas novas gerações.
As desigualdades educacionais permanecem evidentes por raça e região. Entre pretos e pardos, a taxa de analfabetismo é de 6,5%, contra 2,8% entre brancos. As maiores taxas foram registradas no Nordeste, com 10,6%, e no Norte, com 5,7%, enquanto o Sul apresentou o menor índice, com 2,7%.

