A operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal contra um senador do PT-BA, reacendeu o debate sobre corrupção no período eleitoral. O cientista político Creomar de Sousa afirmou que o PT enfrenta maior desgaste devido à memória de escândalos passados, enquanto o bolsonarismo lida com casos mais ligados a lideranças específicas.
Segundo Creomar de Sousa, professor da Fundação Dom Cabral, o PT possui uma desvantagem em termos de memória política. Ele explicou que a lembrança de episódios como a Lava Jato e o Mensalão contamina a imagem do partido, que chegou ao poder prometendo ser diferente. Assim, novas denúncias contra figuras ligadas ao PT não são analisadas isoladamente, mas sim à luz de um histórico construído ao longo de décadas.
O analista ressaltou que o bolsonarismo também convive com investigações e escândalos recentes. Contudo, ele observou que, para parte do eleitorado, esses casos se associam mais a lideranças individuais do que a uma identidade partidária consolidada. Em uma eleição disputada voto a voto, a corrupção continua influenciando eleitores moderados e independentes.

