Um analista defende a compra de ações da Amazon, mesmo diante da queda no valor médio de pedidos do Prime Day, que atingiu US$ 47,66. O especialista afirma que o crescimento do braço de nuvem (AWS) e o aumento nos gastos digitais comprovam a resiliência da empresa.
O analista justifica a manutenção da posição de compra, mesmo quando a narrativa aponta para um consumidor em declínio. Ele observa que, durante o evento de quatro dias, o gasto total digital subiu 9,3%, totalizando US$ 26,4 bilhões, devido ao volume de pedidos separados. Segundo o especialista, a Amazon atua como uma utilidade online não discricionária no país.
A convicção do analista se baseia em três fatores. Primeiro, a AWS reacelera, registrando US$ 37,587 bilhões em receita no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 28% ano a ano, com margem operacional de 37,7%. Segundo, a publicidade cresce, com US$ 17,243 bilhões no primeiro trimestre, representando um fluxo de caixa recorrente de alta margem. Terceiro, a lucratividade melhora, com o lucro por ação (EPS) no primeiro trimestre atingindo US$ 2,78, superando a estimativa.
O analista reconhece o risco de capital intensivo, citando que os gastos de capital (Capex) no primeiro trimestre foram de US$ 44,203 bilhões. Contudo, ele argumenta que esse investimento constrói inventário com compradores já contratados, como no Projeto Rainier, que utiliza chips Trainium2 para a Anthropic.

