Um analista de tecnologia dos Estados Unidos afirmou que a Micron Technology pode atingir quatro vezes sua cotação atual se os gastos com infraestrutura de inteligência artificial continuarem a crescer até o final da década. A projeção se baseia na importância estratégica da memória no cenário da IA.
Gil Luria, da D.A. Davidson, declarou que a Micron Technology pode ser avaliada em cerca de quatro vezes seu preço atual caso o investimento em infraestrutura de IA se acumule até 2030. Contudo, Luria alertou que se o ciclo de IA atingir o pico mais cedo, muitas ações de CPU com alta valorização podem perder parte do valor.
O analista comentou que empresas de memória e GPU, como Micron e NVIDIA, estão sendo avaliadas como se o ciclo estivesse no auge. Em contraste, empresas focadas em CPU, como Intel e Cerebras, são precificadas como se o desenvolvimento se estendesse por mais cinco anos. Luria disse que a memória é mais crucial para as cargas de trabalho de IA e enfrenta menos concorrência que as CPUs.
A Micron reportou receita no terceiro trimestre fiscal de 41,5 bilhões de dólares, superando o consenso em 17,6%. A receita de Memória em Nuvem alcançou 13,8 bilhões de dólares. A gestão da empresa orientou a receita do quarto trimestre fiscal para 50,0 bilhões de dólares, com *earnings per share* não-GAAP de 31,00 dólares.
Luria também levantou preocupações sobre a Microsoft, que caiu 22,5% no ano. Ele apontou que a empresa possui 50% mais *backlog* de computação de IA que o Google, mas está sendo penalizada pelo mesmo gasto de capital.

