A Chevron, uma das grandes empresas do setor de energia, enfrenta projeções de analistas que apontam para uma possível queda no preço de suas ações. O alvo de preço estabelecido é de US$ 161,96 nos próximos doze meses, o que implica uma potencial desvalorização de 14,01%, segundo a análise.
A ação da Chevron negocia atualmente a US$ 188,35, refletindo o forte desempenho do setor, impulsionado pela alta do petróleo WTI, que subiu de US$ 60,04 em janeiro para US$ 102,13 em maio de 2026. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou um superávit de lucros por ação (EPS) de 45,56% acima do esperado, atingindo US$ 1,41, embora a receita tenha ficado 9,76% abaixo do previsto, totalizando US$ 47,56 bilhões.
Os otimistas argumentam que a força do Brent, ligada a interrupções no fornecimento do Oriente Médio, e a integração da Hess geraram sinergias iniciais de US$ 1 bilhão. O CEO, Mike Wirth, declarou aos investidores que o portfólio entregou “desempenho sólido no primeiro trimestre, sublinhando a resiliência do nosso portfólio”.
Contudo, a tese pessimista foca na volatilidade do petróleo. Caso os fluxos do Oriente Médio se normalizem, a previsão da EIA é de queda do Brent, o que poderia levar a um cenário de US$ 149,16 para a ação, representando uma retração de 20,81%.


