Carlo Ancelotti declarou que a Seleção Brasileira se tornou uma equipe coesa após a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira. O treinador italiano demonstrou capacidade de adaptação tática, ajustando o elenco para otimizar o desempenho no Mundial.
A gestão tática de Ancelotti envolveu mudanças significativas. Inicialmente, o técnico optou por uma escalação com quatro atacantes nas três primeiras partidas, buscando municiar Vini Jr. e Raphinha. Contudo, o time mostrou desorganização. Por isso, Ancelotti abriu mão de um atacante para encaixar Lucas Paquetá em um trio de meias, ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães.
A capacidade de resolver problemas foi evidenciada após a lesão de Wesley. O técnico aplicou uma estratégia que remete ao seu trabalho no Real Madrid, transformando adversidades em soluções. Na vaga do camisa 11, que enfrentava críticas, Ancelotti lançou Rayan, que deu amplitude e profundidade ao time.
A dinâmica ofensiva foi potencializada com a atuação de Matheus Cunha, que atua como um “falso 9”, ajudando a formar um novo losango no meio-campo. Esse movimento potencializou Vini Jr., que se tornou um dos atletas mais decisivos da equipe, com quatro gols nos três jogos da fase de grupos.

