A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a homologação do leilão de reserva de energia realizado pelo governo federal em março deste ano. A decisão, que contrata o maior volume de potência da história do setor, pode gerar um custo anual de R$ 48 bilhões para a conta de luz dos consumidores a partir de 2032.
A autarquia confirmou a deliberação em reunião nesta terça-feira, afirmando que a decisão judicial que suspendeu os resultados do certame foi cumprida. O leilão, que trata da disponibilidade de potência e não apenas do volume de energia, foi esperado pelo setor há três anos e já foi alvo de questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU), na Justiça Federal e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A consultoria TR Soluções calculou que a contratação das usinas deve custar R$ 48 bilhões anuais para o consumidor a partir de 2032. Essa estimativa representa um aumento certo de 7,5% na conta de luz residencial em seis anos. O diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, disse que o aumento médio de 0,4% já pode ser verificado este ano, com as primeiras usinas entrando em operação em agosto.
O custo do leilão é diluído na fatura dos consumidores, visto que cerca de 60% do valor pago reflete a geração, transmissão e distribuição da energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). Os efeitos mais significativos do aumento devem ocorrer a partir de 2029, quando a maioria das usinas contratadas entrará em operação.

