A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para julho de 2026. A decisão implica cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, configurando o terceiro mês consecutivo com custo adicional.
A bandeira amarela indica condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. Segundo a Aneel, a manutenção do status reflete as condições típicas do período seco no país. A redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, estabelece diferentes custos. A bandeira verde não gera cobrança adicional. A amarela cobra R$ 1,885 por 100 kWh. Já a vermelha patamar 1 adiciona R$ 4,463 por 100 kWh, e a vermelha patamar 2 representa o cenário mais caro, com acréscimo de R$ 7,877 por 100 kWh.
Além da seca, há preocupação com o fenômeno El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) afirmou que as condições do fenômeno já estão presentes e devem se intensificar até o inverno de 2026/2027. O El Niño pode alterar o regime de chuvas, afetando os reservatórios e pressionando o custo de geração nos próximos meses.

