A Apple apresentou a Siri reconstruída no evento WWDC, em 8 de junho, mas o mercado reagiu com queda na ação. Investidores concluíram que a revelação de inteligência artificial atingiu um patamar similar ao oferecido pelo ecossistema Android, conforme apontou a imprensa.
A empresa planeja lançar a Siri AI em versão beta ainda este ano. O assistente utiliza o Google Gemini e opera dentro de um ambiente fechado, priorizando a privacidade ao manter dados em servidores privados da Apple. Inicialmente, o recurso não estará disponível na União Europeia, e a companhia busca um caminho para o lançamento na China.
A expectativa dos investidores era por uma Siri agente, capaz de visualizar a tela e coordenar ações complexas entre aplicativos. Contudo, o anúncio focou no aplicativo Gerenciador de Senhas, o que levou a avaliação de que o avanço ficou no mesmo nível do que a Alphabet oferece por meio do Android.
Apesar da recepção inicial, a arquitetura de privacidade da Apple permanece um diferencial. A empresa possui uma base instalada de mais de 2,5 bilhões de dispositivos e um setor de Serviços que registrou receita recorde no segundo trimestre do ano fiscal de 2026. O futuro da estratégia de IA da Apple passa agora para nova liderança, com a prova de conceito ainda pendente.

