A Apple negocia com o governo dos Estados Unidos a permissão para comprar chips da CXMT, uma empresa chinesa de memória RAM listada pelo Pentágono. A medida visa conter o aumento de preços decorrente da crise no setor de memórias, que já levou a empresa a elevar os valores de seus produtos.
A fabricante do iPhone busca a aprovação governamental para adquirir componentes da CXMT, apesar de a empresa constar na lista de entidades ligadas ao exército chinês. Fontes ligadas à companhia afirmaram a negociação com o governo para evitar problemas regulatórios e aliviar a pressão da crise de componentes.
A crise de memórias já impactou os preços dos dispositivos da Apple. Na última quinta-feira, a empresa aumentou os valores do Mac e do iPad em até 20%, em função do encarecimento dos componentes. Contar com um fornecedor alternativo de chips de memória ajudará a Apple a evitar novos reajustes de preço.
O governo dos Estados Unidos, contudo, manifestou preocupação com a parceria. Um presidente republicano da comissão para a China da Câmara dos Deputados dos EUA, John Moolenaar, declarou que a decisão da Apple de se associar a uma empresa militar chinesa “seria um grave erro”.

