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Tecnologia

Apple busca memória chinesa sancionada

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de junho de 2026 11:55
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Apple busca permissão de agências federais para adquirir chips de memória de um fornecedor chinês sancionado, a ChangXin Memory Technologies (CXMT). A empresa faz o pedido devido ao aumento de custos de componentes, mas analistas afirmam que a compra não ameaça a posição da Micron no mercado de memória de alta performance.

A busca da Apple por um novo canal de suprimento ocorre em um mercado de semicondutores redefinido pelo avanço da inteligência artificial. A demanda por memória premium superou a oferta, elevando a lucratividade de fabricantes como a Micron Technology, Samsung Electronics e SK hynix. A CXMT, empresa chinesa, foi incluída na Lista de Entidades dos EUA por laços com o governo e o exército chinês.

A motivação da Apple é a contenção de custos, visto que a companhia anunciou aumentos de cerca de 20% em alguns modelos de MacBook e iPad. A CXMT fabrica DRAM de commodity, como módulos para PCs e celulares, mas não produz High Bandwidth Memory (HBM), o chip de margem alta que impulsiona o crescimento da Micron.

Investidores temiam que a abertura de um novo canal de suprimento enfraquecesse a Micron. Contudo, especialistas apontam que a preocupação é infundada. A Micron foca em HBM, enquanto a CXMT compete em DRAM convencional. Além disso, a própria Apple contribuiu para o atual cenário de preços altos ao negociar taxas muito baixas durante a última crise de mercado, segundo relatos de executivos da Micron.

TAGGED:aiAppleChinaMemóriaMicronSemicondutores
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