A apresentação de Tim Cook na WWDC 2026 definirá se a Apple conseguiu entrar na era da Inteligência Artificial ou se deixará o CEO John Ternus enfrentar a concorrência de gigantes como Google e Microsoft. O evento ocorre enquanto Cook se prepara para deixar o cargo de CEO em 1º de setembro, passando a ser presidente executivo.
O legado de Cook, construído sobre um valor de mercado de $4,51 trilhões e um faturamento de $111,184 bilhões no segundo trimestre, está em jogo. A questão central é se a empresa posicionou-se para a era da IA da mesma forma que fez para a era dos serviços. A Apple Intelligence tem demonstrado um desempenho aquém do que concorrentes como Google, OpenAI e Microsoft estão lançando.
Mercados de previsão apontam três pilares esperados para a WWDC: uma reformulação real da Siri, uma atualização da Apple Intelligence em todos os seis sistemas operacionais, e reconstrução de aplicativos nativos. Analistas, como Dan Ives, veem o evento como um momento crucial para a Apple se tornar um ‘colecionador de pedágio’ na IA de consumo.
A estratégia da Apple difere da dos rivais. Enquanto Alphabet e Microsoft planejam gastos de capital entre $150 bilhões e $200 bilhões no próximo ano, a Apple prevê despesas de apenas $12,3 bilhões. Essa abordagem pode ser vista como brilhante ou desastrosa, dependendo de como Cook apresentará a narrativa da empresa.


