A FIFA confirmou nesta segunda-feira (8) que um árbitro somali não poderá treinar nem arbitrar na Copa do Mundo de 2026. A impossibilidade decorreu da negação de entrada do profissional nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.
O árbitro, que fazia parte dos 52 selecionados para o Mundial, tinha 34 anos e seria o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo. Ele detém o status FIFA desde 2018 e foi eleito melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.
A polícia de fronteira americana (CBP) explicou que, em 6 de junho, o cidadão somali foi submetido a uma inspeção adicional ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami. Segundo o alto assessor do Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália, o viajante foi considerado inadmissível devido a questões de verificação de antecedentes.
A FIFA declarou não ter capacidade de interferir na decisão, pois ela é de competência exclusiva dos Estados Unidos, ao lado do México e do Canadá. O porta-voz da entidade afirmou que o governo anfitrião determina quem recebe visto e quem pode entrar no país.


