A Copa do Mundo de 2026 tem apresentado questionamentos sobre a ocupação dos estádios, pois imagens de transmissões mostram assentos vazios mesmo com números oficiais de público altos. No Estádio Guadalajara, por exemplo, a FIFA registrou 44.985 torcedores, próximo à capacidade de 45.664 lugares.
A diferença entre o público registrado e a ocupação visual ocorre porque organizadores divulgam ingressos comercializados, e não o número exato de pessoas sentadas. Em grandes torneios, bilhetes são destinados a patrocinadores e convidados corporativos, que podem não comparecer. Esses assentos, frequentemente nos setores centrais, geram a impressão de menor lotação nas transmissões.
Outro fator é o comportamento dos espectadores, que circulam pelos corredores e áreas de convivência antes e durante os jogos. A FIFA declarou que os dados oficiais são calculados com base nos ingressos escaneados e nas pessoas efetivamente presentes no estádio, verificados com as administrações locais.
A discrepância também é influenciada por adaptações estruturais dos estádios, muitos construídos para outras modalidades, que foram modificados para atender aos padrões da FIFA, alterando a capacidade operacional dos locais.

