O consumo de álcool nos bastidores de shows gera debate sobre os riscos à carreira dos músicos. O cantor Nattan admitiu que a bebida consumida no camarim comprometeu sua performance em Maracanaú, no Ceará, fazendo-o repetir músicas. Outros artistas, como Murilo Huff e João Gomes, também relataram mudanças no consumo por motivos de saúde ou profissional.
Os relatos recentes mostram que a prática pode afetar a qualidade das apresentações e trazer riscos à saúde e à imagem dos artistas. Uma profissional da produção do universo sertanejo afirmou que existe uma geração de cantores que consome álcool para gerar conexão com o público, mas que isso pode ultrapassar o limite.
A psicóloga Juliana Chiavassa explicou que o álcool afeta a cognição, podendo causar esquecimento de letras ou desafinação. Ela declarou que, a longo prazo, isso é prejudicial à imagem do artista, visto que sua visibilidade é maior que a de uma pessoa comum. A fonoaudióloga Thays Vaiano alertou que a dependência se configura quando o artista precisa do álcool para exercer sua profissão.
Casos como o de Zé Neto, que relatou um ciclo abusivo de remédios, bebida e cigarro antes de um diagnóstico, ilustram a gravidade do problema. Em resposta, a produção de alguns artistas, como a dupla de Zé Neto, retirou bebidas dos camarins para garantir o foco no trabalho.

