Em 31 de agosto de 1920, um grupo de estudantes militares radicais atacou o clube de Kuusinen, em Petrogrado, assassinando oito pessoas, incluindo três dirigentes do Partido Comunista Finlandês. O ato, motivado por descontentamento interno, foi posteriormente encobrido pelo poder soviético.
A violência ocorreu em um contexto de exílio para comunistas finlandeses, que se estabeleceram em Moscou após a derrota na Guerra Civil finlandesa de 1918. O ataque visava membros do partido que, segundo os agressores, haviam trocado ideais revolucionários por um estilo de vida considerado burguês. Um dos alvos era Eino Rahja, um político de esquerda com histórico de envolvimento com o governo de Vladimir Ilitch Lenin.
Seis assaltantes invadiram o clube, e o tiroteio resultou na morte de oito indivíduos, sendo cinco trabalhadores do escritório e três dirigentes do Partido Comunista Finlandês. Os agressores se entregaram voluntariamente, mas o processo judicial durou dois anos e a sentença foi considerada leve pelo novo poder soviético.
O regime soviético, contudo, não aceitou a verdade do ocorrido. O fundador da polícia secreta, Felix Dzerdžinskij, declarou que os assassinatos foram cometidos por ‘guardas brancos finlandeses’. Essa alegação serviu para ocultar que os mortos eram, na verdade, companheiros finlandeses.


