A gestora de venture capital Astella desenvolveu um framework para medir a resiliência de startups frente à inteligência artificial. O score classifica os negócios em três faixas, avaliando o risco de substituição por modelos de linguagem de gigantes como OpenAI e Anthropic.
O novo sistema permite que gestoras avaliem objetivamente as chances de um negócio ser substituído por plataformas de IA. Segundo Daniel Chalfon, general partner da Astella, “o risco de disrupção por outra empresa sempre existiu. A diferença agora é o risco de disrupção por uma plataforma”. Ele explica que alguns modelos de linguagem resolvem tarefas com menor custo, o que pode ser suficiente para certas aplicações.
O framework utiliza sete critérios para redefinir as vantagens competitivas tradicionais. Entre eles, a vantagem de dados exige que a proteção esteja em dados proprietários, e o lock-in institucional mede a fricção gerada pela troca da solução pelo cliente. A complexidade local também é um fator, considerando as particularidades do mercado brasileiro.
O critério de velocidade de adaptação é dinâmico e pode alterar a classificação da empresa. Ele avalia a capacidade da liderança de incorporar a IA ativamente na operação. Chalfon comentou que a principal mudança depende da liderança, observando a produtividade e a alteração de processos por causa da IA.

