Um atacante da seleção do Haiti, Duckens Nazon, precisou fugir de conflitos no Irã para disputar a Copa do Mundo. O jogador, que atua pelo clube Steglau, teve que deixar uma aeronave na pista após bombardeios atingirem o país.
Nazon, maior artilheiro da equipe nacional com 44 gols em 78 partidas, foi um destaque na campanha que garantiu ao Haiti uma vaga no Mundial após 52 anos de ausência. Segundo relatos, após o fechamento do espaço aéreo em fevereiro, o atleta entrou em “modo de sobrevivência”. Ele percorreu sete horas de carro até a fronteira com o Azerbaijão e passou dois dias dormindo na rua para conseguir atravessar a divisa.
O atacante, que será uma das armas do Haiti contra o Brasil, representa uma das histórias do Mundial que ultrapassam o futebol. A seleção haitiana também enfrentou restrições de vestuário. A FIFA vetou a camisa original por conter a imagem da Batalha de Vertières, considerada decisiva para a independência do Haiti. A entidade argumentou que mensagens políticas não são permitidas nos uniformes.
Outras nações também fizeram referências a eventos recentes. Jogadores do Irã, por exemplo, usaram broches com o número 168, em homenagem às vítimas de um bombardeio dos Estados Unidos contra uma escola durante o conflito no Oriente Médio.

