O atacante haitiano Frantzdy Pierrot relembrou uma infância marcada pela fome e violência ao disputar a Copa do Mundo. O jogador, de 31 anos, narrou dificuldades extremas no Haiti, onde sua mãe precisava escolher entre comer ou alimentar os filhos.
Pierrot cresceu em meio a condições de extrema dificuldade no Haiti. Ele contou que passava dias sem comida e que, na infância, improvisava bolas nas ruas usando laranjas. O atleta revelou que, em alguns casos, precisava remover cacos de vidro dos pés, pois não havia recursos para atendimento hospitalar.
O jogador afirmou que sua vivência não é isolada, pois milhares de crianças no país enfrentam situações semelhantes devido às crises políticas e econômicas. Para ele, o futebol representa esperança. Durante a participação da seleção na Copa, ele testemunhou momentos de paz, afirmando que “Antes da nossa primeira partida não houve tiros, nem brigas. Nada. Só futebol.”
Motivado por essa realidade, Pierrot criou uma fundação para ampliar oportunidades educacionais e esportivas. Ele também relatou que, no Haiti, treinadores precisam escolher entre trabalhar ou alimentar suas famílias. Aos 11 anos, o atleta mudou-se para Massachusetts, nos Estados Unidos, e planeja trabalhar no FBI após encerrar a carreira, seguindo o ensinamento dos pais sobre a importância da educação.

