Um ataque de drones ucranianos atingiu a refinaria de petróleo de Moscou nesta quinta-feira (18), causando danos em instalações de energia e afetando o tráfego aéreo da capital. Paralelamente, Kiev foi atingida por mísseis russos, após o presidente da Ucrânia articular apoio ao país na cúpula do G7, realizada na França.
O ataque à refinaria é o segundo da semana que atinge o local. O governo de Moscou informou que, além da refinaria, um edifício residencial, uma instalação industrial e casas foram danificados. O principal aeroporto da capital teve suas operações suspensas temporariamente, e pessoas foram evacuadas.
A Rússia declarou que seu sistema de defesa aérea destruiu 555 drones no país. O prefeito de Moscou relatou ter abatido 180 drones na região. Fontes do setor indicam que o país, grande exportador de combustível, deve importar suprimentos neste mês para mitigar a crise de escassez de gasolina.
Em paralelo, as autoridades municipais de Kiev relataram que a capital ucraniana foi alvo de mísseis balísticos russos. Em Sumy, no nordeste da Ucrânia, uma pessoa morreu em um ataque de drone. No início da semana, um grande ataque na capital matou dez pessoas e danificou parte da Lavra de Kyiv-Pechersk.
Em outro desenvolvimento, o presidente da Ucrânia afirmou que os líderes do G7 discutiram a aplicação de novas sanções contra a Rússia e demonstraram apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia. Um diplomata francês comentou que os líderes concordaram que a dinâmica favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer mais recursos de defesa aérea.

