O mercado publicitário em torno da Copa do Mundo de 2026 apresenta um perfil diferente, com jogadores brasileiros fechando mais acordos comerciais. A mudança ocorre porque a atenção do consumidor está mais fragmentada, forçando as marcas a adotarem ações mais segmentadas e específicas.
Segundo Fernando Fleury, especialista em Comportamento do Consumo, a dispersão da atenção do público é o fator principal dessa transformação. Enquanto em edições anteriores as marcas buscavam contratos amplos e duradouros, em 2026 as empresas distribuem investimentos em campanhas menores e focadas em objetivos pontuais. O cenário de mídia atual disputa espaço com redes sociais, streaming e jogos, o que incentiva essa pulverização de parcerias.
Os destaques entre os convocados por Carlo Ancelotti mostram esse movimento: Neymar possui 18 acordos comerciais, e Vini Jr. conta com 15. Em comparação, na Copa de 2022, Neymar tinha cerca de dez patrocinadores. Essa nova lógica oferece aos atletas maior flexibilidade para atuar em diversos setores, como varejo e tecnologia, sem depender de um único grande acordo.
Fleury explica que o foco migrou de um modelo baseado em exclusividade para um baseado em eficiência e segmentação. Contudo, o aumento de patrocinadores gera um desafio: a preservação da identidade do atleta. O risco surge quando associações contraditórias coexistem, dificultando a compreensão do que o jogador representa para o público.

