Um atleta brasileiro perdeu a luta pelo cinturão interino dos pesos pesados no UFC, em evento realizado na Casa Branca, nos Estados Unidos, no último domingo (15). A derrota gerou questionamentos sobre possíveis ataques ilegais do adversário, que aplicou cotoveladas na região da nuca do competidor.
O atleta brasileiro, principal representante nacional no UFC, sofreu a derrota após o adversário francês aplicar cotoveladas na região posterior da cabeça durante o combate. O juiz Herb Dean encerrou a luta após o competidor se levantar desnorteado e sofrer mais ataques.
O Dr. Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte, explicou que a proibição de golpes na nuca se deve à vulnerabilidade da área. Segundo o médico, impactos repetidos podem gerar movimentos bruscos de aceleração e desaceleração da cabeça, o que pode causar concussão cerebral e lesões na região cervical.
O especialista alertou que a região posterior do pescoço possui estruturas vitais expostas, como a medula espinhal da coluna cervical, raízes nervosas e vasos sanguíneos importantes. Além dos riscos imediatos, como tontura e perda de equilíbrio, o potencial de dano é alto.
Após o combate, o atleta brasileiro classificou a atitude do árbitro Herb Dean como “covarde”, alegando que as infrações foram decisivas para o nocaute. O campeão da categoria, Tom Aspinall, também afirmou ter visto “muitas cotoveladas e socos ilegais” na luta.

